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Venho para este teclado só pra ouvir o som das teclas. Ele ecoa pelas paredes repicando o "tec-telec-tec" e me faz acreditar que não estou sozinho nas madrugadas. As paredes estão comieis e debochadas companheiras. Quanto mais eu escrevo mais as elas respondem, e no mesmo ritmo. Primeiro elas ficam quietinha só escutando. Assim que começo um parágrafo já estão elas me imitado. Fazendo troça de mim. Paro de repente para ver se elas continuam. Mas elas são atentas e param também imediatamente. Um dia ainda vou saber o que é que elas escrevem. Não é a esmo o que eu escrevo, não é se é para mim mesmo. E pouco me importa se um ou outro escrito, mesmo um proscrito, caia em olhos alheios. Tudo é ficção, fruto de um imaginário doentio, se porventura algum episódio, personagem ou cena se parecer com a vida real de algum leitor, terá sido mera coincidência, pois as estórias aqui contadas são invencionices, ou sandices como costumo classificá-las. De qualquer forma, se alguém se der ao trabalho de ler algum destes contos, terá a chance de se vingar pois estou postando o meu endereço justamente para receber os xingamentos.
Sérgio Marques Teixeira sergio_teixeira@hotmail.com Av. Ipiranga, 10546 Bairro Agronomia Porto Alegre-RS 91530-000 fone: (0XX51) 3315.6251
http://paginas.terra.com.br/arte/Sandices
Escrito por Sérgio Marques Teixeira às 15h38
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